
A formação tem como objetivo preparar profissionais para atuar na prevenção e no enfrentamento de doenças transmitidas por insetos e outros vetores
A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), autarquia vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), deu início às atividades da primeira turma da Residência Multiprofissional em Controle de Vetores e Entomologia Médica.
Inédita no Brasil, a formação vai habilitar os discentes para uma atuação estratégica na prevenção e no enfrentamento de doenças como dengue, zika, chikungunya, leishmaniose, febre do Oropouche, entre outras.
Durante o percurso formativo, eles terão atividades teóricas e práticas, com foco no trabalho em campo, na Vigilância em Saúde e na pesquisa científica. O objetivo é unir conhecimento técnico e atuação direta nos territórios.
A médica-veterinária Vanessa Maia de Holanda, 32, é uma das integrantes do grupo. Ela estava no Sul do país a trabalho, mas retornou ao Ceará tão logo soube da aprovação no processo seletivo para o programa.
O acolhimento dos discentes ocorreu na última quarta-feira (1º), na sede da instituição de ensino, em Fortaleza.
Enfermeiro, Roberto da Justa, 40, também membro da turma, pretende aplicar os conhecimentos adquiridos em outra frente de trabalho: o cuidado com os pacientes nas unidades de saúde. Segundo ele, a formação representa o aperfeiçoamento dos atendimentos, além de contribuir para a prevenção de casos.
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Durante o acolhimento, os residentes conheceram o funcionamento da iniciativa educacional, os fluxos da Gestão Pedagógica, Acadêmica e de Pesquisa, além da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) e da equipe de tutoria
Alinhado às diretrizes estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa de Controle de Vetores e Entomologia Médica da ESP/CE surge da necessidade de desenvolver ações integradas que articulem Vigilância, Atenção e Promoção da Saúde, com foco na formação especializada para atuação nos territórios.
De acordo com a coordenação da iniciativa, no contexto do Ceará, a Vigilância Entomológica é fundamental pela diversidade ecológica e epidemiológica, além da elevada incidência de agravos transmitidos por vetores.
Residentes dos programas de Cancerologia e Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora também participaram do ato de acolhida.
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